O plstico no planeta

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  • o uso consciente torna o mundo mais sustentvel

    no planetao plastico

    a revolucao verde: materias-primas renovveis

    Menos lixo: o desafio do

    pos-consumo

    leveza e durabilidade: como o plastico e um aliado contra o aqueciMento global

  • O mundo de hoje no existiria na forma que conhecemos

    sem os materiais plsticos. A fim de contribuir para uma

    reflexo sobre o plstico e a sustentabilidade, embasada

    em conhecimentos tcnicos e cientficos, a Braskem

    preparou, em parceria com o Planeta SuStentvel e

    com base no livro Impactos ambientais causados pelos plsticos, o guia O Plstico no Planeta: o uso consciente torna o mundo mais sustentvel.Este material fala sobre o desenvolvimento da sociedade

    vinculado evoluo do plstico em quatro captulos:

    A origem do plstico, Indutor de Inovaes, A revoluo

    do plstico renovvel e Plstico no lixo.

    O leitor convidado a refletir sobre as inovaes

    que melhoram a qualidade de vida das pessoas e

    reduzem o uso de recursos naturais, e tambm a

    reconhecer que a gesto dos resduos slidos precisa

    evoluir muito e que ele parte importantssima neste

    processo. Os plsticos so mais leves, durveis e baratos

    e, por esse motivo, so cada vez mais utilizados. Por

    outro lado, essas mesmas caractersticas os expe mais,

    quando no h uma gesto adequada dos resduos

    slidos, uma vez que facilitam sua disperso no meio

    ambiente e demoram mais tempo para degradar.

    Espero que este material ajude a qualificar a discusso

    sobre a importante contribuio dos plsticos para a vida

    moderna e para a sustentabilidade da nossa sociedade

    no planeta. Boa leitura!

    Jorge SotoDiretor de Desenvolvimento Sustentvel da Braskem

    Braskem

    Com foco em inovao e desenvolvimento sustentvel, a maior produtora de resinas termoplsticas das Amricas. Com 36 plantas industriais distribudas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhes de toneladas de resinas termoplsticas e diversos produtos petroqumicos. Pioneira na produo de biopolmeros, a Braskem tem capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas de polietileno derivado do etanol da cana-de-acar.

    Planeta SuStentvel

    uma iniciativa multiplataforma de comunicao que tem a misso de difundir conhecimentos sobre desafios e solues para as questes ambientais, sociais e econmicas do nosso tempo.

    o plasticono planeta

  • 8 Uma evoluo contnua 10 Rolou qumica 11 Como o plstico chega at voc 14 Uma grande famlia 18 Combate ao aquecimento global

    36 Fontes renovveis: sustentveis? 38 Sete vantagens da cana-de-acar

    para a produo de plstico 39 Fim da linha? 40 Neutralizador de carbono

    22 Principais setores beneficiados 28 possvel uma vida

    sem plsticos? 30 O mercado de plsticos 32 O plstico para a sade

    44 O desafio est em ns 45 Entenda a PNRS 46 O que tem no nosso lixo? 47 O plstico nos mares 48 Por que o aterro no

    o melhor destino? 50 Pratique o consumo consciente 52 Boas prticas pelo mundo

    a origemdo plstico

    plsticono lixo i

    indutor deinovaces

    a revolucodo plsticorenovvel

  • Antes mesmo de ser inventado, ele j existia

    na natureza. A palavra plstico derivada

    do grego plastiks, flexvel, adequado

    moldagem define qualquer material

    capaz de ser modelado com calor ou

    presso para criar outros objetos,

    como o marfim, moldado desde o sculo XVII.

    Antes do surgimento do plstico, os materiais

    moldveis mais utilizados eram a argila

    (cermica) e o vidro, mais pesados e frgeis.

    O plstico como o conhecemos surgiu

    progressivamente, a partir das contribuies

    de vrios inventores, de diferentes partes

    do mundo, tendo sua origem nos polmeros

    naturais como o ltex e a celulose.

    a origem do

    E como este material ajudou elefantes e tartarugas

  • O plstIcO nO plAnEtA8 O plstIcO nO plAnEtA 9

    A baquelite, primeiro plstico sinttico, j nasceu ecolgica, ao substituir materiais de origem animal, como marfim, casco de tartaruga, chifres, corais e madreprola em utenslios pessoais e decorativos, como pentes, cabos, botes, manivelas, brinquedos, joias e bijuterias.

    2010Plstico verde

    A Braskem inicia a produo da primeira resina plstica produzida do etanol de cana-de-acar no mundo. Apelidado de plstico verde, ele tem as mesmas propriedades do polietileno comum.

    1909Baquelite

    O qumico belga Leo Baekeland (1863-1944) deu incio revoluo dos plsticos modernos ao criar o primeiro totalmente sinttico e em escala comercial: a baquelite ou resina fenlica, dura, rgida e resistente ao calor aps ser moldada.

    Dcadas de

    1930 a 1950Polimerizao

    A partir do processo de polimerizao, a produo de plsticos se diversifica em vrios polmeros: neoprene, polister, EPS (Isopor), PVC (vinil), poliuretano, nilon, PET, teflon, silicone, polipropileno e polietileno.

    1839Vulcanizao

    O americano Charles Goodyear (1800-1860) criou o processo de vulcanizao da borracha, que tornava o material natural mais durvel, resistente s variaes de temperatura, e tambm elstico, permitindo ser esticado, mas voltando ao formato original.

    1862Parkesina

    Na Exposio Internacional de Londres, o ingls Alexandre Parkes apresentou a parkesina, precursora da matria plstica uma resina feita de celulose, flexvel, impermevel gua, que podia ser moldada quando aquecida e mantia a forma quando resfriada, e substituta da borracha. No prosperou pelo alto custo de produo.

    1870Celuloide

    O americano John Wesley Hyatt (1837-1920) aperfeioou o celuloide, dando mais rigidez ao material. O propsito inicial era substituir o marfim nas bolas de bilhar, que vinha se tornando escasso pela popularidade do esporte, ameaando elefantes.

    1905Celofane

    O engenheiro txtil suo Jacques Brandenberger inventou o celofane a partir da celulose, na tentativa de criar uma pelcula protetora impermevel para toalhas de mesa.

    para cada nova resina, inmeras possibilidades

    uma

    evolucocontnua

    voc sabia

  • O plstIcO nO plAnEtA10 O plstIcO nO plAnEtA 11

    Plsticos so compostos de muitos carbonos, elemento essencial por sua capacidade de fazer diferentes combinaes qumicas, inclusive consigo mesmo. Seus tomos so estruturados em molculas menores, os monmeros que, por sua vez, combinam entre si e com outros neste caso, os copolmeros por meio de reaes qumicas. Esse processo, chamado de polimerizao, d origem a macromolculas ou polmeros, que tambm se interligam. Os polmeros formam longas cadeias, e suas propriedades variam em relao ao tamanho, composio, estrutura qumica e s interaes moleculares existentes. por isso que os plsticos so to diferentes entre si. Com tantas variaes, os plsticos podem ser divididos em duas categorias:

    A origem dos plsticos est no petrleo, mais precisamente na nafta, um composto incolor e voltil derivado do processo de refino, que serve de base para resinas, solventes e outros produtos. Depois, desenvolveu-se a polimerizao a partir do gs natural e do etanol.Conhea cada etapa da produo dos plsticos:

    Todos os plsticos so polmeros, mas nem todo polmero plstico. H polmeros naturais como a seda e o algodo. Protenas, amidos e at o DNA tambm so considerados polmeros.

    rolou

    qumicaEntenda a estrutura do plstico

    como o plstico chega

    at vocVeja as etapas de fabricao

    Refino

    cRaqueamento

    meRcado consumidoR

    Eteno

    Propeno

    Buteno

    Butadieno

    Benzeno

    Tolueno

    Xileno

    Polietileno

    Polipropileno

    Polietireno

    Poliuretano

    PVC

    EVA

    ABS

    Outros

    Injeo

    Extruso

    Calandragem

    Sopro

    Rotomoldagem

    Moldagem

    por compresso

    Termoformagem

    Filmes e chapas

    Embalagens

    Produtos para

    construo civil

    Fibras txteis

    Utilidades

    domsticas

    Outros

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    teRmofixosSo rgidos e durveis.

    Eles sofrem transformaes qumicas com o calor e

    presso e, aps resfriado e endurecido, no podem

    ser remodelados. Por serem irreversveis, so muito

    utilizados em bens durveis, como peas de automveis, avies e eletrodomsticos.

    teRmoplasticosTornam-se maleveis com

    o aquecimento e tm a capacidade de se fundir.

    Mesmo sofrendo transformao fsica, no alteram sua estrutura

    qumica e, por isso, podem ser reaproveitados em novas modelagens. So reciclveis.

    polimeRizacao

    tRansfoRmacao

    voc sabia

    Por destilao, o leo cru fracionado em diversos subprodutos:

    Um processo trmico quebra a nafta em diferentes molculas menores:

    Os processos fsicos de modelagem que, por calor, do forma e cor aos plsticos:

    Produtos prontos e acabados para a indstria e/ou varejo:

    Reaes qumicas ligam cada tipo de molcula em longas cadeias para construir os diferentes tipos de resina:

    A nAftA serve de mAtriA-primA pArA os processos seguintes

    NaftaGs natural

    Etanol de cana-de-acar

  • Por suas caractersticas, o plstico permitiu ao homem ampliar suas possibilidades

    O plstIcO nO plAnEtA 13O plstIcO nO plAnEtA12

  • O plstIcO nO plAnEtA14 O plstIcO nO plAnEtA 15

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    Politereftalato de etileno (PET)

    Boa resistncia mecnica e tima transparncia. Pode ser transformado em fibras e filmes.Principais aplicaes: garrafas de bebidas, frascos de frmacos e cosmticos, fibras, cordas, toldos.

    Polietileno de alta densidade (PEAD)

    o polmero mais simples quimicamente. Material opaco, resistente a substncias q