Eco Dixit - 2011 - NEEc-AAUAv

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  • co Dixit Jornal de ncleo de estudantes de Economia

    da Universidade de Aveiro

    Edio 2011

    OS ALUVIES 2010/2011

    Exportar , de facto, importante! por Prof. Doutor Egas Salgueiro ver pg.4

    A situao em Portugal muito grave por Pedro Cosme Vieira, FEP ver pg. 5

  • 2

    Ficha Tcnica

    Jornal Eco Dixit

    Redactores: Nelson Duarte, Diana Moita, Filipa Vieira

    Conselho Editorial: Diana Moita, Filipa Vieira

    Conselho grfico: Nelson Duarte

    Coordenao: Nelson Duarte

    Triagem: 150 exemplares

    Data de Edio: Junho de 2011

    Universidade de Aveiro

    neec@aauav.pt

    Degei

    Editado em 2011

    Car@s colegas,

    Mais um ano passa, mais uma edio do jornal Eco

    Dixit que est nas bancas. de salutar que mes-

    mo com as adversidades e carga de trabalho que o

    Processo de Bologna nos impe, ainda h quem

    consiga fazer mais do que o curso e se dedique a

    causas to nobres como o associativismo. uma

    arte em declnio (!) e continua bem viva a necessi-

    dade da reformulao dos estatutos da AAUAv. A

    todos os que sacrificam um, ou dois, anos de en-

    trada no chamado desemprego friccional em de-

    trimento da sua carteira, um grande bem-haja!

    Aos que j l esto, desejo muita fora! Esto para

    vir tempos complicados embora a flexibilizao do

    mercado do trabalho imposta pela Troika, prova-

    velmente, d frutos nesse sentido.

    Embora j tenham passado uns meses, quero con-

    gratular o nosso colega Tiago Alves pela enorme

    reeleio para o cargo de Presidente da Direco

    da AAUAv frente da Lista Q. No s esta vitria

    se exprimiu na Direco como tambm na Mesa

    da Assembleia Geral e, consequentemente, no

    Conselho Fiscal. A inteno dos estudantes foi

    expressiva e agora s resta pr as mos ao traba-

    lho, fazendo jus ao voto de confiana neles depo-

    sitado.

    Na passada semana de 23 a 27 decorreu a II Sema-

    na do Emprego da AAUAv onde o NEEC-AAUAv

    teve presena. Foram realizadas duas confern-

    cias. Uma sobre O Que Procuram as Empresas nos

    Recm-Licenciados, levada a cabo pelo Prof. Dr.

    Armnio Rego, e outra sobre a oferta curricular de

    2 Ciclo do DEGEI, protagonizada pelo Prof. Dr.

    Egas Salgueiro. Esta ltima contou tambm com a

    participao do Ricardo Silva, antigo aluno do 1 e

    2 Ciclos de Economia, que nos falou do seu per-

    curso acadmico e profissional. Espero que te-

    nham sido proveitosas, em especial para os alunos

    finalistas que esto para iniciar uma nova fase.

    No que toca ao Nosso ncleo, muito se tem feito

    para que este deixe de ser um conjunto de alunos

    numa sala. Estes dois mandatos frente do NEEC-

    AAUAv tm sido de trabalho intenso a corrigir

    alguns erros de tesouraria, o que nos impediu de

    concretizar grande parte das actividades s quais

    nos propusemos no mandato. Contudo, esse

    fosso s reafirmou o mrito e empenho da di-

    reco actual, e anterior. Tudo fica mais fcil

    quando pomos sentido nas coisas e quando sabe-

    mos para onde queremos ir. Mas o trabalho no

    fica por aqui, ainda h mais de meio mandato para

    vir.

    A nvel acadmico, quero deixar os meus sinceros

    Parabns a todos os aluvies por um ano fantsti-

    co e pelo 3 lugar no Desfile do Enterro 2011 e

    sobretudo pela vitria no Grito Acadmico. A he-

    gemonia economista est mais do que garantida

    sete anos sem sair do pdio, muito! Resta-me

    desejar um bom trabalho nova Comisso de Fai-

    na e Mestre de Curso e que a tradio se mante-

    nha.

    Deixo-vos com uma leitura atenta aos contedos

    do jornal que, decerto, despertaro o vosso inte-

    resse.

    Saudaes acadmicas,

    Joo_Santos

  • 3

    Egas Salgueiro docente na Universidade de Aveiro, onde lecciona cadeiras como Econometria,

    Microeconomia e Economia I/II .

    Exportar , de facto, importante. No tanto por ser a nica forma de promover o crescimento econmico, mas por ser a melhor forma de promover a competitividade das nossas empresas. Mas no exportar os mesmos produtos tradicionais para mercados pouco competiti-vos, como Angola, Venezuela ou a Lbia. Para desenvolver o tecido produtivo temos de conseguir vender produtos modernos e com alto valor acres-centado, em mercados competitivos, como a Europa do Norte, os Estados Unidos ou a sia. Empresas que forem competitivas nos merca-dos avanados, tambm o sero no mercado portugus. Os conceitos de mercado interno e externo esto, agora, um tanto confundidos. O nosso mercado interno a zona euro, a Unio Europeia. A chamada divida "externa" , neste sentido, maioritariamente interna. No sufoca a economia por ser externa, mas sim por ser excessiva. Se os aforradores alemes no quiserem financiar o Estado, os bancos e as empresas portuguesas, os investidores portugueses tambm o no faro. Se os capitais fugirem de Portugal, fugiro todos, sejam es-trangeiros ou portugueses.

    Mas claro que o endividamento excessivo, principalmente por parte do Estado, concorre para a perda de poder de compra da maioria da populao portuguesa, para a retraco do investimento em Portugal, para a estagnao (ou reverso) do crescimento. A questo no apenas exportar mais, pro-duzir mais e consumir menos, aumentar a poupana e diminuir a dvida. Alis, penso que, a curto prazo, se comear a discutir cada vez mais outras for-mas de diminuir a dvida, que podero passar pela sua reestruturao e pela imposio de algum prejuzo ("haircut") aos prprios credores.

    Trata-se do encontro mais representativo jamais realizado no nosso

    Pas, afirmou o ministro da Economia, Vieira da Silva, Dia 6 de Feverei-

    ro de 2011

    Nos prximos anos, o mercado interno vai definhar. Exportar ser a

    nica forma de crescermos. Ser tambm a forma 'virtuosa' de travarmos

    o crescimento da dvida externa, que hoje nos sufoca

  • 4

    Desde 1960 que em Portugal consu-mimos mais do que produzimos. Este vcio agudizou-se no ps-25-de Abril (nos anos 1974/1984, o dfice corrente foi, em mdia, de 5.5%/ano e o crescimento de 2.3%/ano, do PIB) e no ps Cavaco Silva (nos anos 1996-2010, o dfice corrente foi, em mdia, de 8.9% e crescimento 1.8%/ano, do PIB). Apenas esteve controlado nos mandatos de Cavaco Silva (nos anos 1985/1995, houve um superavit, em mdia, de 0.04% e cresci-mento 3.6%/ano, do PIB).

    O dfice corrente implica pedir-se dinheiro emprestado ao estrangeiro. Supondo que a dvida externa em 1974 era nula, o dfice acumulado traduz-se actualmente num endi-vidamento ao exterior de 160% do PIB. Este nmero fica um pouco aliviado com a conta-bilizao das transferncias dos emigrantes.

    O dfice corrente existe porque tem um efei-to positivo, no curto prazo, no crescimento econmico mas um efeito negativo no longo prazo. Governantes com horizontes curtos, aumentam o dfice para iludir o eleitorado por mais uns meses. No tendo coragem nem saber para explicar ao eleitorado como me-lhorar a estrutura do pas, lanam-se em me-didas de curto prazo.

    Deveria ser explicado ao pas que, em ter-mos de longo prazo, o importante a taxa de crescimento do PIB subtrada do Defice Cor-rente que nos anos 1974/1984 foi -3.2%/ano, nos anos 1985/1995 foi 3.7%/ano e nos anos 1996-2010 foi - 7.1%/ano.

    como uma senhora gorda que precisa iludir um potencial candidato a namorado e que, em vez de fazer dieta e ginstica, usa uma cinta muito apertada que resolve o problema naquela noite mas que lhe vai criar, a prazo, graves problemas de sade.

    Normalmente, um pas no pode manter um dfice corrente durante muitos anos porque, lentamente, a taxa de juro exigida vai aumen-tando. O termos entrado na Zona Euro permi-tiu manter governos despesistas (Guterres, Santana Lopes e Scrates) durante tempo de mais. Agora a situao desesperada. De um momento para o outro, vais entrar tudo em rotura financeira: a segurana social deixa de pagar reformas, subsdio de desemprego, o Governo deixa de pagar salrios, os bancos ficam sem liquidez, a CP e demais empresas pblicas deixam de pagar a electricidade, ter-rvel.

    A situao de Portugal muito grave

    Nos ltimos 15 anos, em Portugal, temos gasto mais do que produzimos o que levou a uma situao insustentvel e gravssima. Como, para grandes males so precisos grandes remdios, necessria uma profunda reestruturao do pas comeando pela flexibilizao dos contratos de trabalho.

    Como chegamos falncia

  • 5

    A senhora gorda apertou tanto a cinta que j no respira h mais de 5 minutos. De um mo-mento para o outro, o corao parou. Tem no s que soltar a cinta rapidamente (cortar o dfice) como receber respirao boa a boca de um bombeiro com os dentes todos podres j (pedir socorro ao FMI).

    Para situaes desesperadas, solues deses-peradas

    Agora que vem ai um novo governo, talvez com pessoas srias, preciso explicar aos por-tugueses que vai acontecer uma reduo do rendimento disponvel das famlias prxima dos 20%. No uma contraco de 2% mas de 20%. Actuando de forma sria, essa reduo poder acontecer ao longo dos prximos 5 anos, seno, ser a rotura imediata.

    E so necessrias medidas muito duras. Come-ando pelo mercado de trabalho, necessrio haver liberdade contratual entre empregado-res e empregados.

    1) Acabar com o Salrio Mnimo. O SM portu-gus muito elevado (>40% do PIBpc) o que insustentvel para a segurana social (aumenta o desemprego e os no activos). Teria que ser 300/ms mas, psicologicamen-te, melhor acabar com ele. Fica como j acontece com os recibos verdes onde cada trabalhador tem a liberdade de aceitar o sal-rio que entender nem que seja nada.

    2) Introdu