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    JOSÉ TARCISO FIALHO

    AS PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS E SUA INCLUSÃO NA CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA:

    UMA PERCEPÇÃO DOS ATORES FLORESTAIS PARANAENSES

    CURITIBA 2007

  • 2

    JOSÉ TARCISO FIALHO

    AS PEQUENAS PROPRIEDADES RURAIS E SUA INCLUSÃO NA CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA:

    UMA PERCEPÇÃO DOS ATORES FLORESTAIS PARANAENSES

    Tese de doutorado apresentada à Comissão do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal, da Universidade Federal do Paraná, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Ciências Florestais, na área de concentração em silvicultura.

    Orientador: Prof. Dr. ANTONIO RIOYEI HIGA Co-Orientador: Prof. Dr. ANADALVO J. SANTOS Co-Orientador: Prof. Dr. JORGE R. MALINOVSKY

    CURITIBA 2007

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    Dedico

    Aos meus irmãos Elaine, Waldir, Ivo, Antônio, Narcisa e Elias; e aos meus sobrinhos que fazem parte de

    minha vida.

    À minha família, cuja união, harmonia e sobriedade me contagiaram, me estimularam e, sobretudo, me

    encorajaram a aventurar-me, mais uma vez, pelas trilhas do saber sistematizado.

    À Carlile, minha eterna companheira e amiga, que sempre me presenteou com sabedoria e cultura;

    Ao Tarciso Junior (e Aninha), Carolina, Mariana, Marcelina e Fernanda, meus filhos adorados e razão que me

    fazem tentar... sempre...

    Ao meu amigo Walber, cuja constante presença, proporcionou-me a segurança necessária para poder contar

    com sua cobertura em qualquer situação e a qualquer momento, “sem pestanejar”;

    Aos meus queridos ausentes, sobrinhos, irmãos, meu pai “Sr. Pedrinho” e minha mãe querida “Dona Sinhá” que

    sempre invadem a minha mente com doces lembranças, enchendo-me de saudades e, sobretudo, gratidão por terem

    feito parte de mim;

    Muito especialmente, ao “Vô Walter” que, muito mais do que um bom sogro, transformou-se em meu ídolo

    intelectual e amigo de muitas horas e de muitas discussões inesquecíveis...

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    Agradecimentos

    Não seria possível nomear a todas as pessoas e instituições que me auxiliaram nesta

    caminhada ao encontro do saber...Por isso, inicio pedindo desculpas aos que não

    foram aqui citados, mas desejo registrar a minha gratidão a todos que, de alguma forma, possibilitaram a execução

    desta pesquisa. Assim, declaro meus agradecimentos:

    Aos mestres que, de forma impecável garantiram a minha trajetória científica;

    Aos amigos que me agraciaram com palavras de encorajamento, força e credibilidade;

    Às instituições que participaram, contribuindo com sua crítica e pronta resposta aos questionamentos;

    À Universidade Federal do Paraná; À Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento; Ao Prof. Antonio Rioyei Higa, que me acolheu como orientado

    e impulsionou-me para o lado do saber, acreditando em meu potencial e possibilitando

    oportunidades para a minha pesquisa; Aos meus co-orientadores, Anadalvo J. dos Santos e Jorge

    Malinovsky, pela competência e amistosidade; Aos técnicos da SEAB, EMATER, IAPAR, CEASA e

    CODAPAR e aos meus alunos da Faculdade Internacional de Curitiba, que me auxiliaram na aplicação dos questionários;

    À Ana Luisa Pereira, pelo apoio à correção de português; Aos técnicos do IAPAR, Gonçalo Signorelli de Farias e

    Nilceu Ricetti Xavier de Nazareno, pela contribuição na tradução dos resumos da tese e dos artigos;

    Aos técnicos e produtores rurais que responderam aos questionários e enriqueceram, com sua percepção, as críticas

    desta tese. Aos que se importam comigo;

    Toda minha gratidão.

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    “Aquilo que porta o pior perigo traz também as melhores esperanças: é a própria mente humana, e é por isso que o problema da reforma do pensamento tornou-se vital...

    [...] Era uma vez um grão de onde cresceu uma árvore que foi abatida por um lenhador e cortada numa serração.

    Um marceneiro trabalhou-a e entregou-a a um vendedor de móveis. O móvel foi decorar um apartamento e mais tarde deitaram-no fora. Foi apanhado por outras pessoas que o venderam numa feira. O móvel estava lá no adeleiro, foi

    comprado barato e, finalmente houve quem o partisse para fazer lenha. O móvel transformou-se em chama, fumo e

    cinzas. Eu quero ter o direito de refletir sobre esta história, sobre o grão que se transforma em árvore que se torna

    móvel e acaba no fogo, sem ser lenhador, marceneiro, vendedor, que não vêem senão um segmento da história.

    Edgar Morin (2002, p. 75)

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    RESUMO

    FIALHO, José Tarciso. As pequenas propriedades rurais e sua inclusão na cadeia produtiva da madeira: uma percepção dos atores florestais paranaenses. Curitiba, Universidade Federal do Paraná. 2007. Tese (doutorado em Ciências Florestais). A cadeia produtiva da madeira, mesmo ocupando menos de 5 % do território paranaense, teve um aumento em torno de 35 % no Valor Bruto de Produção nos últimos oito anos, além de responder pelo 3º lugar na pauta de exportação do estado em 2006. Entretanto, por se tratar de uma atividade que necessita de investimentos de prazos longos, bem como do domínio tecnológico da silvicultura, apresenta, ainda, pouca compatibilidade com os pequenos produtores rurais, que acabam por se estabelecer à margem desta cadeia produtiva de alto poder de agregação. Assim, o principal objetivo desta tese foi o de identificar, na percepção dos principais atores que compõem a cadeia produtiva da madeira, as diretrizes básicas para a composição de uma política florestal produtiva que tenha como princípio a inclusão das pequenas propriedades rurais nessa cadeia. Para tanto, utilizou-se da pesquisa bibliográfica e documental para contextualização do referencial teórico e busca de parte dos dados primários. Além das fontes secundárias, lançou-se mão da pesquisa de campo para identificação da percepção dos atores florestais da cadeia produtiva da madeira, tendo como instrumento de coleta de dados o questionário estruturado, envolvendo uma amostra de 254 entrevistados, sendo 81 representantes do grupo Governo, 76 do grupo Não-Governo e 97 do grupo Produtores. A análise quantitativa da pesquisa baseou-se no tratamento estatístico simples, ao passo que a qualitativa foi pautada no Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Verificou-se, pela percepção dos atores pesquisados, que os pequenos produtores rurais recebem pouco apoio governamental, notadamente quanto aos serviços de assistência técnica e de informações sobre a produção, o mercado e a legislação florestal, dificultando a sua inserção na cadeia produtiva da madeira. Além disto, os grupos pesquisados apontaram que a política florestal paranaense apresenta forte enfoque ecológico, prescindindo dos pressupostos econômicos e sociais que caracterizam os plantios florestais em pequenas propriedades. Como alternativa à solução destes entraves, os grupos sugerem que o setor florestal produtivo deveria ser gerenciado pela Secretaria de Agricultura e do Abastecimento, com estrutura própria que lhe proporcione a condução de uma política florestal mais adequada para a inclusão das pequenas propriedades rurais na cadeia produtiva da madeira. PALAVRAS-CHAVE: Inclusão socioeconômica; Pequenas Propriedades Rurais (PPRs); Política florestal; Cadeia Produtiva da Madeira (CPM); Setor florestal.

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    ABSTRACT

    FIALHO, José Tarciso. Small rural properties and their inclusion in the wood productive chain: a perception from the Paraná’s forestry actors. Curitiba, Paraná Federal University. 2007. Doctorate Thesis in Forestry Sciences. Even taken less than 5% of the Parana State area, the wood production chain has had around 35% increase of the production gross value for the last eight years, and yet, responding for the third place of the State exports in 2006. However, considering it is an activity requiring long term investments, as well as technological silviculture know-how domain, forestry activities presents little compatibility with small farmers, who remain bordering this highly value-aggregated production chain. Thus, the main objective of this thesis was to identify the basic guidelines to propose a productive forestry policy with the inclusion of small farms in the wood production chain as a rule, under the perspective of all partners involved in the process. Literature search and documentation were used to make the context of the theoretical reference and to get part of the primary data. Besides the secondary source of information, a structured-based form field research was done to collect information from the related players involved in the wood production chain. The sample size was of 254 interviewed personnel, composed of 81 belonging to the government, 76 from non- government, and 97 from farmers sectors. The quantitative analysis was based on simple treatment statistics, whereas the qualitative analysis was based on the Collective Subject Speech (CSS) method. Based on the answers given by the respondents, it was detected that the small farmers have low government support, notably from the extension service, and of the production itself, market conditions and forestry legislation, making it difficult to them to belong to the wood production chain. In addition, the responses indicated that the Stat